O ProÁfrica relançamento ocorre durante o Seminário Brasil-África. Autoridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do CNPq discutiram parcerias com o continente. Um aporte de R$ 25 milhões via FNDCT sustenta a iniciativa. O programa retoma seis eixos temáticos. Esses eixos cobrem meio ambiente, agricultura, energia, saúde, tecnologias emergentes e patrimônio cultural.

ProÁfrica relançamento levanta dúvidas sobre distribuição

A ministra do MCTI apresentou o programa como instrumento de cooperação científica. Contudo o anúncio oficial deixou em aberto a forma como esses recursos serão divididos entre as áreas. Além disso critérios objetivos para escolha de projetos e instituições parceiras permanecem indefinidos. A indefinição sobre a distribuição financeira já levanta questionamentos entre pesquisadores que acompanham a área.

Resultados do ciclo anterior ainda sem avaliação

Entre 2005 e 2011 o programa funcionou sem que dados consolidados sobre seu impacto tenham sido divulgados até hoje. Não há registro público de quantas publicações científicas foram geradas. Também faltam dados sobre patentes depositadas ou tecnologias efetivamente transferidas para instituições africanas. Essa ausência de métricas impede saber se os investimentos anteriores produziram retornos concretos. Portanto o novo ciclo de R$ 25 milhões corre o risco de repetir o mesmo padrão de baixa mensuração.

Metodologia de seleção segue sem definição clara

Nenhum detalhe foi apresentado sobre como os projetos serão escolhidos. O anúncio não esclarece se haverá chamadas públicas com critérios de pontuação transparentes. Da mesma forma permanece indefinido o modelo de monitoramento do impacto. Sem esses mecanismos a dispersão de verbas entre múltiplos eixos sem foco estratégico aumenta consideravelmente.

Integração com outras redes internacionais ainda incerta

Comparado a plataformas já consolidadas como as iniciativas da CPLP e dos BRICS em ciência e tecnologia o ProÁfrica relançamento ainda não apresenta um modelo claro de articulação com redes existentes. A inclusão de tecnologias emergentes abre possibilidade de aplicações transversais nos demais eixos. Porém faltam exemplos práticos de como essas ferramentas seriam adaptadas a contextos africanos específicos de agricultura ou saúde. A tradução desse discurso em resultados mensuráveis dependerá de regras de governança que até o momento não foram explicitadas.

Minha opinião

José Cícero Editor

This announcement reeks of the usual bureaucratic theater. Throwing R$ 25 million at a program with zero metrics or selection rules after a decade of silence is pure waste dressed up as diplomacy.

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